Em abril de 2006, aconteceu em Porto Alegre o 7º FISL - Fórum Internacional de Software Livre.
De 19 a 22 de abril, 5.339 pessoas, de 23 países e dez estados brasileiros, circularam pelo Centro de Exposições FIERGS participando de, aproximadamente, 260 atividades programadas entre palestras, debates e apresentações. Outras 13 mil pessoas, no mundo inteiro, estiveram ligadas on line ao evento, através da TV Software Livre.
Em sua sétima edição, o Fórum Internacional Software Livre, que se consolidou como um dos maiores eventos de software livre do mundo, se engajou no processo de construção de um mundo com inclusão social e igualdade de acessos aos avanços tecnológicos, agregando a sua programação o CRIEI, TIVE COMO! - 1º Festival Multimídia de Cultura Livre do Brasil, que conectou cinema, vídeo, música, arte tecnologia e mídia colaborativa.
O projeto foi realizado graças à reunião de projetos que sempre batalharam, por caminhos distintos e complementares, pela democratização do acesso à Cultura e à Informação. Além do FISL, participaram da criação do evento os projetos Creative Commons; o Overmundo e o Tangolomango.
Colaborativismo, generosidade intelectual, ativismo, troca, criação livre e produção compartilhada. O Festival apontou para as novas possibilidades que integram produção cultural e desenvolvimento local, e para este momento único de reapropriação da arte, mídia e tecnologia, por todos e, principalmente, por aqueles que até agora foram excluídos do acesso à cultura e à comunicação.
Foi um encontro festivo que aproveitou a presença de militantes, pesquisadores e simpatizantes do Software Livre para promover a crença na possibilidade de uma cultura livre e criativa e em uma transformação democrática das mídias.
A curadoria do evento foi feita por Ronaldo Lemos, que coordena o Creative Commons no Brasil. O nome do festival - "Criei, Tive Como!" - foi inventado pelo genial Balbino, integrante soteropolitano do projeto Cultura Digital, dentro da proposta de "Utererização" do nome do Creative Commons.
A edição do FESTIVAL teve grande impacto junto aos participantes do FISL 7.0 e, também, com a mídia e o público gaúchos, promovendo a troca de experiências entre os grupos participantes e apresentando uma proposta concreta e atraente para o estímulo da democratização do acesso à Cultura e à Informação.
Acreditamos que há uma grande demanda junto ao público e à mídia para novas edições do evento, que deverão aglutinar um número maior de artistas, pesquisadores, grupos e instituições.
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A característica de transformar criativamente elementos culturais, nossos e de outras culturas, definem nossa identidade. É esse tipo de liberdade criativa, de acesso, diálogo e transformação que o Creative Commons quer aplicar.
A proposta é criar um universo de bens culturais que possam ser acessados ou transformados, de acordo com a autorização voluntária. Isso é feito mediante uma série de licenças de direito autoral que funcionam como uma caixa de ferramentas para o criador. Por meio delas o autor de um filme ou canção pode dizer ao mundo que ele não se importa com alguns usos do trabalho dele, enquanto mantém reservados todos os outros direitos autorais sobre a obra. A força motriz da iniciativa é voluntária: só participa do Creative Commons quem quiser, só autoriza alguns usos da obra quem quer.
O mote é trazer de volta a possibilidade natural de compartilhamento das idéias, que se esvai com as recentes modificações na legislação. Tudo para garantir a existência de um universo cultural comum com obras livres para serem acessadas, compartilhadas, redistribuídas e, se o autor permitir também modificadas.
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O Fórum Internacional Software Livre, em sua sétima edição (o fisl7.0), se consolida como um dos maiores eventos de Software Livre do mundo.
Anualmente o FISL tem reafirmado sua proposta de promover o uso e o desenvolvimento do software livre como uma alternativa econômica e tecnológica, fomentando a articulação para a produção e qualificação do conhecimento local a partir de um novo paradigma de desenvolvimento sustentado e de uma nova postura, que insere a questão tecnológica no contexto da construção de um mundo com inclusão social e igualdade de acesso aos avanços tecnológicos.
O tamanho, a diversidade e a qualidade são marcas consagradas do FISL, reunindo representantes de todos os estados brasileiros e de mais de 50 países, cerca de 400 palestrantes e mais de 1000 instituições e empresas. Aproximadamente 5.000 congressistas participam das palestras, debates, workshops, encontros temáticos. E eventos paralelos.
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Laboratório aberto de criação de ferramentas para as pessoas utilizarem, de acordo com a definição de seu criador, o antropólogo Hermano Vianna, o site Overmundo é o resultado das possibilidades oferecidas pela internet e das transformações em curso na produção e transmissão de informações.
No início, são 27 correspondentes, um em cada Estado do país, escrevendo notas e reportagens sobre as respectivas produções locais e atraindo colaboradores para uma página que tem a descentralização como idéia central. O resultado: a partir de março, qualquer um pode participar, não só escrevendo, mas disponibilizando sua produção cultural.
É o espaço que faltava para a cultura de todo o Brasil chegar finalmente a... todo o Brasil.
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O objetivo do projeto é a promoção da diversidade e pluralidade de ações culturais e a preservação, a integração, a renovação e a recombinação dessa diversidade através do uso da tecnologia.
Assim, desde 2002, o Tangolomango reúne no Rio de Janeiro a produção cultural de
grupos locais. É um espaço para a divulgação e a troca de experiências de projetos que promovem a democratização da comunicação e da cultura, de diferentes regiões do país, que participam do evento, interagindo entre si e mostrando a riqueza e a qualidade das manifestações culturais presentes nas comunidades brasileiras.
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